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DESBLOQUEIE O FUTURO

O que faz um líder estar um passo à frente?  O olhar. Estar sempre em busca das tendências e das referências para ir além. Receber novas ideias para sair fora da caixa. O conhecimento agiganta a alma, cria muito valor agregado e diferencia os profissionais. Por isso, é o momento de desbloquear o futuro.
Foi exatamente o que fui fazer na 20ª edição do Futurecom, maior feira do setor na América Latina, realizada em São Paulo. O evento combinou um Congresso Internacional e uma exposição de soluções digitais, onde a tecnologia e as telecomunicações destacaram oportunidades nos setores de serviços, soluções, aplicações, produtos e sistemas.
Além de promover uma ampla discussão sobre o impacto das novas tecnologias em um mundo hiperconectado, tive a oportunidade de conhecer a ‘Anny’, primeira robô humanoide, cuja principal missão é simular habilidades e conversas, assim como desempenhar funções de secretária, recepcionista e até mesmo acompanhante de idosos e pessoas com necessidades especiais.
Desenvolvida pela Realbotix em sociedade com a NextOS do Brasil e a Daxtron dos Estados Unidos, a robô pode ser personalizada de acordo com a estratégia de cada empresa. A expectativa de seus criadores é entregar, ao longo de 2019, cerca de 100 cabeças e bustos, que estarão presentes em hospitais, escritórios e eventos.
Destaco também outros robôs que visitei no evento, como a Ada, máquina que atua como trainee; o NAO, mestre de cerimônias; e um robozão de dois metros de altura, que circulou pela feira.
INTERNET DAS COISAS E MACHINE TO MACHINE
Os riscos e desafios das novas tecnologias foram abordados em um talk show com executivos do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), a maior organização profissional voltada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade. Eles colocaram em discussão o comportamento humano diante de tecnologias como a inteligência artificial e enfatizaram que ela ajudará na transmissão de dados, que por sua vez facilitará a utilização das IoT (Internet das Coisas).
A internet das coisas ganhou muita evidência no Futurecom. Mesmo com os sistemas de telefonia atuais em 4G já começam a implantação na prática da IoT. E enquanto esse mercado começa a crescer, como se vê pelo avanço das conexões M2M (Machine to Machine) no País, as teles precisam oferecer soluções que agreguem maior valor ou ficarão com uma fatia menor dessa tecnologia.
Hoje, no mundo, a expectativa é chegar nos 20% a 23% das receitas das teles. Mas para isso acontecer é necessário que as operadoras decidam investir na IoT e ir além da conectividade. “Se as operadoras continuarem apenas com a conectividade atual, ela é apenas 5% de uma solução de IoT”, afirmou o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude.
MUDANÇAS NA LEI
Entre as discussões nas mesas redondas, um dos principais assuntos foi o pedido dos executivos das principais operadoras do País, para que governo atualize a regulação de telecomunicações para a realidade dos dias de hoje. Os presidentes das teles que operam por aqui clamaram por rapidez na atualização da Lei Geral de Telecomunicações, que completou duas décadas em 2018.
O argumento dos executivos é de que a lei está muito focada na telefonia fixa e, por isso, não atende – atualmente - às necessidades dos brasileiros, que hoje transitam cada vez mais pela internet e têm menos necessidade de voz.
Os presidentes das teles alertaram ainda que sem investimentos no setor, o Brasil vai perder em competitividade global. Um dos desafios colocados por eles é que estamos ficando para traz na tecnologia de conexão de quinta geração (5G). A Europa e os Estados Unidos estão muito perto de colocar o 5G no mercado, enquanto no Brasil, se tudo der certo, essa tecnologia só estará disponível, no mínimo, em 2021.
Durante o Congresso do Futurecom foram apresentados mais de 10 tipos diferentes de negócios que as empresas podem trazer para sua realidade. E ficou claro que, depois dos primeiros passos em transformação digital, estão batendo na porta a hiperconectividade e as tecnologias disruptivas, como inteligência artificial, blockchain (livro contábil que deu origem as criptomoedas) e realidades aumentada e virtual.
Atualmente, as empresas enfrentam desafios para implementar esse novo cenário. Principalmente de como resolver a falta de mão de obra qualificada em tecnologia.
“Hoje, as empresas brasileiras estão no plano básico de conectividade, mas já vemos que elas querem adotar tecnologias disruptivas em seus processos. Vamos ajudá-las nisso”, disse Hermano Pinto, responsável pelo Futurecom.
REALIDADE MAIS QUE VIRTUAL
A realidade virtual também foi muito discutida. E a principal crítica foi que os óculos chegaram ao mercado com a promessa de levar os usuários para mundos completamente diferentes, mas não disponibilizaram infraestrutura e oferta de conteúdo.
Durante o debate, o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Marcelo Zuffo, afirmou que “num futuro próximo a realidade virtual vai eliminar os óculos, que são dispositivos invasivos, e também fazer com que a tecnologia esteja em todos os lugares, por meio de um alto grau de comunicação de dados”.
Além da estranheza do dispositivo em si, os presentes mencionaram o problema recorrente de enjoo quando usuários entram no mundo da realidade virtual. Por isso, é necessário fazer muitos investimentos em engenharia para deixar a experiência mais confortável.
O evento teve cerca de 350 palestras e recebeu mais de 18 mil pessoas. Todas elas puderam conhecer áreas especiais como a arena de inovação, voltada para startups de todos os segmentos e investidores, cursos e também espaços especiais para áreas de interesse em comum, voltados para discussões técnicas sobre as tecnologias.
HIGHTLIGHTS: IT FORUM E MWCA 2018
Outros dois eventos importantes para o universo de telecom acabaram de acontecer. Um deles foi o IT Forum X, que discutiu temas de alta relevância para setor de TI, como o futuro do trabalho, inteligência artificial, machine learning, blockchain, agricultura 4.0, empreendedorismo na era digital e outros temas que, sem dúvida, estão alçando a indústria nacional para o futuro.
Um os destaques do IT Forum foi Sophia, a primeira humanoide a receber a cidadania no mundo. Ela voltou ao Brasil com seu criador, Dr. Hanson, para demonstrar como a inteligência artificial está mudando – e vai mudar ainda mais - a vida das empresas.
A outra feira foi a MWCA 2018, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Durante 3 dias, foram debatidos assuntos como 5G, inteligência artificial, IoT, conteúdo, drones, entre muitos outros. Esses temas são extremamente importantes para profissionais que buscam crescimento exponencial, inovação e novas experiências.


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